Cremação da Sogra

Após a cerimônia de cremação da velha senhora, todos os familiares e amigos dela se encontram ao redor da urna contendo as cinzas.

Depois de alguns minutos em que muitos murmuravam diante da cena, o genro, depois de beber todas, com muita dificuldade, pede a palavra para discursar. Sobe em uma cadeira e diz:

– E agora, meus amigos, uma salva de palmas para o assador…

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Coitado do Jacó

Samuel encontra-se com o velho amigo Jacó:
– E aí, Jacó, quanto tempo! Como vai, meu amigo?
– Vou muito mal!
– Porque Jacó, o que foi que aconteceu?
– Minha mãe morreu na semana passada!
– Não diga! Meus sentimentos! O que é que ela tinha?
– Infelizmente, pouca coisa. Uma casa, duas lojinhas no centro da cidade e um terreninho no interior!

Jacó no leito de morte

No seu leito de morte, sem mais poder enxergar, Jacó agonizava:
– Sara, minha filha, onde está você?
– Estou aqui, papai!
– Salim, meu filho, você também está aqui?
– Sim, meu pai! Estou ao lado de Sara!
– E Isaac? Você está aí, Isaac?
– Estou sim, meu irmão! Estou bem na sua frente!
– Então quem ficou cuidando da lojinha?

Enfim, morto

No confessionário:

– Padre, o senhor soube que o Mário morreu?

– Que triste, filho, o que foi que aconteceu com ele?

– Ele ia para minha casa e estava vindo a toda velocidade. O Mário sempre foi de correr muito. Quando ele ia chegando e tentou parar, os freios falharam e o carro chocou-se do jeito que vinha na mureta la em frente. O Mário foi lançado pelo teto solar, voou uns 10 metros, e acabou se arrebentando contra a janela do meu quarto, no segundo andar.

– Ave Santíssima, que modo horrível de morrer!

– Não, não, padre! Ele sobreviveu a isso. Ele acabou no chão do meu quarto, todo arrebentado, sangrando e coberto de vidro. Foi então que ele tentou se levantar e pegou na maçaneta do meu guarda- roupa. É um guarda-roupa antigo, todo em jacarandá, pesadíssimo. Quando ele estava se erguendo, o guarda-roupa, que estava com um pé defeituoso, desabou em cima dele amassando tudo quanto foi osso do corpo dele.

– Pobre Mário! Que morte terrível!

– Não, padre, isso machucou muito mas não matou ele. Com muito esforço,ele conseguiu sair de baixo do guarda-roupa e engatinhou até a sacada que fica no topo da escada do hall. Ali ele tentou se levantar, apoiado no corrimão, mas o peso dele quebrou o corrimão e ele desabou até o chão do hall lá embaixo. Dois paus do corrimão quebrado ainda caíram sobre ele e o transfixaram.

– Mas que horror se morrer assim!

– Mas não foi isso que o matou. Ele conseguiu arrancar os dois paus do corpo, engatinhou até a cozinha e tentou se levantar apoiado no fogão. Sem querer pegou na alça de uma panela que estava fervendo água e derramou a água fervendo por cima dele, queimando toda a pele.

– Que morte sofrida, Mãe do Céu!

– Não, não, ele conseguiu sobreviver a isso. Mas lá estava ele caído no chão, numa poça de água fervente, quando viu o telefone na parede. Deve ter pensado em pedir ajuda. Apoiou-se na parede e tentou alcançá-lo. Mas, em vez do telefone ele meteu a mão na caixa de fusíveis e zap! 10.000 volts passaram por ele.
– Ave Maria! Que fim terrível!

– Não, padre, isso ainda não matou ele. Ele…

– Espere aí, filho! Afinal, como foi que ele morreu?

– Padre, eu atirei nele.

– Você ficou maluco, filho? Por que você atirou no pobre coitado?

– Padre, o cara estava destruindo a minha casa!

Ilha deserta

Sete homens e uma mulher sobreviveram a um naufrágio e conseguiram chegar a uma ilha, deserta, claro. Até aí, tudo bem, rolava a maior suruba, todo mundo era feliz… Mas, um dia, a mulher morreu.
A primeira semana até que foi sossegada; a segunda foi mais complicada; na terceira, a coisa tava feia; na quarta, então, a situação ficou insuportável; foi então que um deles virou e disse:
– E isso aí, moçada. Não dá mais; vamos enterrar a mulher…