A dívida

Um turco pegou dinheiro emprestado de um judeu.

Acontece que o turco se gabava de nunca ter pago uma dívida sequer e por outro lado o judeu nunca havia perdido nenhum centavo em transação alguma.

Passa o tempo e o turco enrolando e se escondendo do judeu e este na captura do turco. Até que um dia eles se cruzaram no bar de um português e começaram uma discussão. O turco encurralado não encontrou outra saída, pegou um revólver encostou na sua cabeça e disse:

– Eu posso ir para o inferno, mas não pago esta dívida.

E puxou o gatilho, caindo morto no chão.

O judeu não quis deixar por menos, pegou o revólver do chão, encostou na sua cabeça e disse:

– Eu vou receber esta dívida, nem que seja no inferno.

E puxou o gatilho, caindo morto no chão. O português que observava tudo pegou o revólver do chão, encostou na sua cabeça e disse:

– Pois eu, não perco esta briga por nada…

Mamede

Mamede

Luiz Fuinha parou o caminhão em frente à loja do turco Mamede e oferece:

– Seu Mamede, tem aqui um caminhão de arroz, sem nota, o preço é metade, interessa?

– Claro que Mamede aceita! – e vira-se para o filho:

– Mamedinho, vai brá esquina e se abarecer o fiscal vem correndo pra avisá bábai, viu!

Começam a descarga e de repente surge Mamedinho gritando:

– Bábai!… Fiscal vem vindo!

– Bára tudo e volta carregar – ordena Mamede.

O fiscal se aproxima e diz:

– Venda grande não é seu Mamede?

– Oh! Si, si… melhó venda de ano que Mamede feiz…

– E isso aí tem nota, seu Mamede? – quis saber o fiscal.

– Ainda num tem nota não, borquê Mamede está esberando carregar bra ver quanto mercadoria cabe na caminhón… depois, enton, Mamede tir a nota, né?

– Não pode! A nota fiscal tem de ser emitida antes de carregar!

– Ah!… Enton bára tudo, que Mamede non qué broblema com receita!… Volta descarregar tudo e guardar lá dentro do loja!