Bom dia, aluninhos!

Todos os dias a professora chegava na sala de aula e dizia:
– Bom dia meus aluninhos!
Em seguida ouvia o coro:
– Bom dia professoraaaaeeeee!
E todos os dias a rotina se seguia:
– Bom dia meus aluninhos!
– Bom dia professoraaaaaeeeee!
Até que um dia a professora chegou:
– Bom dia meus aluninhos. e o coro se seguiu:
– Bom dia professoraaaaaa!
Percebendo a diferença, a professora falou de novo:
– Bom dia meus aluninhos! — e ouviu novamente:
– Bom dia professoraaaaaa!
Como percebeu que o Joãozinho havia faltado neste dia, combinou com os outros aluninhos que no dia seguinte, quando ela desse bom dia todos ficariam calados. Então no dia seguinte a professora chegou:
– Bom dia meus aluninhos.
E somente o Joãozinho:
– Vai te fudeeeeee…

Muito ajuda quem não atrapalha

O funcionário do MEC está fazendo uma vistoria no grupo escolar para verificar o nível das aulas. Ele chega naquela classe bem numa aula de história, quando a professora, uma mocinha linda de seus 25 anos, está fazendo perguntas à classe sobre a Lei Áurea.

O sujeito do MEC vai até o fundo da classe e senta-se numa carteira vazia. Nesse momento ele vê a professora de mini-saia esticar-se para escrever na lousa uma pergunta, não escondendo praticamente nada de suas pernas.

A pergunta era “o que disseram os negros quando a Princesa decretou a abolição da escravatura?” mas o comentário em voz baixa e involuntária do sujeito do MEC foi: “Meu Deus, que rabo!”.

Joãozinho está sentado bem ao lado e ouve tudo.

Quando a professora pergunta quem sabe a resposta, ele imediatamente levanta o braço e diz “Eu sei, tia!”. A professora hesita em chamá-lo, por causa das conhecidas inconveniências, mas ele é o único a se apresentar. Então ele vai à frente e diz, orgulhoso:

– Meu Deus, que rabo!

Paf! Paf! Um par de tabefes no Joãozinho é a resposta imediata da professora. Joãozinho volta cabisbaixo para o fundo da sala, e, ao passar pelo sujeito do MEC, sussurra:

– Quem não sabe não sopra!

Lembranças da infância

Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadí-los a comprar uma cópia da foto do grupo.
– Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos disserem: ali está Catarina, é advogada, ou também ‘Este é o Miguel. Agora é médico.
Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala (*):
– E ali está a professora. Já morreu.

(*) deve ter sido o Joãozinho