Extravagâncias

No vagão de trem, viajam um velho todo engomadinho e um jovem punk.

O velho não tira o olho do cabelo do jovem, todo multicolorido, com a maior parte verde, um grande topete amarelo e listras parecendo arco-íris.

Irritado com aquele exame, o punk grita:

– Qualé, meu? Vai me dizer que nunca fez extravagâncias quando era jovem?

– Claro que fiz… Certa vez transei com um papagaio e tô pensando se você não podia ser meu filho…

O papagaio e o mágico

Um mágico estava num cruzeiro marítimo pelo Caribe. A platéia seria diferente toda semana, então o mágico se permitiu fazer o mesmo show todas semanas. Existia apenas um problema: o papagaio do capitão assistia o show toda semana e começou a entender como o mágico fazia cada truque. Uma vez entendido, ele começava a gritar no meio do show:

“Olhem! Não é o mesmo chapéu”.

“Olhem! Ele esta escondendo as flores embaixo da mesa”.

“Hey! Por que todas as cartas são Ases de Espada?”.

O mágico estava ficando furioso, mas não podia fazer nada, afinal, era o papagaio do capitão do navio.

Um dia aconteceu um acidente e o navio afundou. O mágico se encontrou boiando num pedaço de madeira, no meio do oceano com o papagaio, é claro. Eles ficaram se encarando com ódio nos olhos, mas não disseram uma palavra. Isto foi por dias e dias…

Após uma semana, o papagaio disse “Ok, eu desisto. Onde está o barco?”

O que ele fez?

Um homem comprou um papagaio mas quando chegou em casa foi aquela decepção. O papagaio resmungava, reclamava e xingava o dia inteiro. O dono tentou amansar o louro, lendo poesia, tocando musica clássica, mas não teve jeito. Passou a gritar, bater, ameaçar, mas o papagaio ficava pior e pior.

Num momento de fúria, o dono pegou o papagaio e jogou dentro do freezer. O papagaio começou a xingar de tudo quanto era nome, mas subitamente, menos de 20 segundos depois, calou-se sem terminar o ultimo palavrão.

Pensando ter matado o papagaio, o dono abriu a porta do freezer e o louro começou o discurso:

– Sei que meu linguajar tem sido mais do que inapropriado a este ambiente familiar e que minha atitude não condiz com a atenção que o senhor tem me dado. Gostaria de apresentar minhas sinceras desculpas e colocar que daqui em diante me portarei adequadamente.

Surpreso com o resultado o dono ia perguntar o que havia feito o papagaio mudar de idéia quando o louro quase chorando perguntou:

– Só por curiosidade, o que foi que o frango fez?

Passe valorizado

O sujeito quer comprar um papagaio. Ele vai numa loja de animais domésticos e explica ao vendedor o que ele quer, e este lhe propõe:

– Sugiro este daqui. É bilíngue, fala português e inglês. Vale 2000 reais.

– 2000? Parece razoável. O que mais o senhor tem?

– Este daqui é trilíngue. Além do português e do inglês, fala também alemão. Posso lhe vender por 4000.

– Bom preço, para um papagaio com estas qualidades. O senhor tem mais alguma coisa?

– Sim, tenho este, por 10.000.

– 10.000? E o que ele faz por este preço?

– Nada. Pelo menos nunca o vi fazendo coisa alguma. Ele nem fala!

– Mas então porque o senhor está vendendo-o por este preço?

– Porque os outros dois o chamam de “chefe”.

O papagaio e o wisky

Nervoso com a turbulência, o sujeito, todo educado, pede pela quinta vez para a aeromoça lhe trazer um wisky, mas ela continua fingindo que não o ouve.

Sentado ao seu lado, o papagaio comenta:

— Você está sendo gentil demais com a moça! Mulher gosta de ser maltratada! Quer ver só?

E assim que a aeromoça passa pelo corredor, o papagaio grita:

— Ô, sua filha de uma puta, me traz logo um copo de wisky com bastante gelo!

Dois minutos depois ele é atendido.

— Viu como funciona?

O sujeito torna a fazer o seu pedido, educadamente e nada.

Dez minutos depois o papagaio, de novo:

— Aí, sua vagabunda do caralho! Não está vendo que o meu copo está vazio? Traz lá mais uma dose dessa porra de wisky, sua piranha!

Um minuto depois o copo do papagaio está cheio novamente.

Aí o sujeito perde a paciência.

— Escuta aqui, sua vaca! Traz uma dose de wisky pra mim também senão eu vou lhe enfiar um cacete nesse teu rabo fedido!

Dois minutos depois a aeromoça volta acompanhada de dois seguranças que pegam o passageiro pelo colarinho, abrem a porta do avião e o atiram a dois mil metros de altura.

Antes de cair, ele ainda ouve o papagaio comentar:

— Pra quem não voa, este cara é muito folgado, não é?

Papagaio deficiente

Um sujeito resolve comprar um animal de estimação. Entra numa loja e o seu olhar detém-se num pequeno papagaio sentado num poleiro de uma gaiola. O papagaio não tem patas!
– O que aconteceu a este papagaio? – pergunta o sujeito.
E o papagaio responde-lhe:
– Eu nasci assim… sou um papagaio deficiente.
– Ah, és? Nesse caso diz-me como é que te manténs no poleiro já que não tens patas!
– Bem – explica o papagaio – é um pouco embaraçoso, mas já que está interessado… Enrolo o meu pênis como um gancho em volta da barra horizontal. E é assim que me seguro… o senhor não pode vê-lo porque está escondido na minha plumagem. Compre-me… olhe que sou uma companhia muito agradável!
O sujeito vê o preço numa etiqueta: 20 contos!
– Infelizmente não posso… és muito caro.
– Calma – sussurra o papagaio – Ninguém me quer porque não tenho patas… se oferecer 2 contos o dono da loja aceita!
E efetivamente o dono da loja aceitou.
O sujeito está deslumbrado porque o papagaio é divertido, interessante, entende de tudo, dá conselhos… e um dia ao regressar do trabalho o papagaio sussurra-lhe:
– Olha, não sei se deva contar… mas é a respeito da tua mulher e do leiteiro!
– O quê? – estranha o sujeito.
– Bem – conta o louro – quando o leiteiro tocou a campainha de manhã a tua mulher foi atender. Ela estava apenas de camisa transparente e beijou-o na boca…
– E o que aconteceu depois? – pergunta o sujeito.
– O leiteiro entrou e fechou a porta. Arrancou-lhe a camisa e começou a beijá-la nos seios, foi descendo devagarinho…
– Porra… e que mais? – pergunta o homem.
– Aí ele sentou-se no sofá, abriu-lhe as pernas e acariciou-a…
O papagaio faz uma pausa e o dono, impaciente, pergunta:
– E depois o que aconteceu? Vamos, conta…
– Aí não sei mais, pois não consegui mais me segurar no poleiro!