No Psiquiatra

– Doutor, vou lhe contar um segredo, eu sou um galo!
O psiquiatra indignado resolve aprofundar a anamnese:
– E desde quando o senhor acha que é um galo?
– Ah, desde que eu era um pintinho.

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Mentira

O fazendeiro resolve trocar o seu velho galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas.
Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia suas funções, o velho galo foi conversar com o seu substituto:
– Olha, sei que ja estou velho e é por isso que meu dono o trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
– Que é isso, velhote?! Vou ficar com todas.
– Mas só duas… – ainda insistiu o galo.
– Não. Já disse! São todas minhas!
– Então vamos fazer o seguinte: – propõe o galo velho – apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas. O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
– Tudo bem, velhote, eu aceito.
– Já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar vinte passos a frente. – pediu o galo.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho. Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo. O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem.
No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o fazendeiro pega sua espingarda e atira sem piedade no galo jovem.
Guardando a arma, comenta com a mulher:
– Num tô intendendo, uai! Já é o quinto galo viado que a gente compra esta semana!

Briga de Galo

O caipira ganhava todas as apostas das brigas de galos daquele vilarejo, quando um sujeito da cidade, cansado de perder, chega para ele e pergunta:
– Meu amigo, vejo que o senhor é um grande entendido em brigas de galos.
– É… – responde timidamente o caipira.
– Pois eu já perdi quase todo meu dinheiro. Não acertei uma aposta… Pode me ajudar e dizer qual é o galo bom da próxima luta?
– O bom é o galo branco – responde o caipira.
O sujeito da cidade, rapidamente, aposta todo o resto do seu dinheiro no galo. Quando acaba a luta, ao ver o galo branco derrotado ele vai ter novamente com o caipira:
– Você não me disse que o galo branco é que era o bom?
– Pois entonces… O branco era o bom… O preto é que era o marvado!

Gaudêncio, o galo

GAUDÊNCIO, O GALO

Um certo fazendeiro, cansado de ter prejuízo, resolve sair em busca de um excelente Galo Reprodutor, que desse conta de atender as necessidades de seu galinheiro com 180 galinhas no ócio, sem botar sequer um ovo.
Indignado com a falta de produtividade do galinheiro, o fazendeiro sai, vai até o povoado, entra na agropecuária e diz para o vendedor:

– Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas as minhas galinhas.

– Quantas galinhas o senhor tem? pergunta o vendedor.

– No total, 180, diz o fazendeiro.

O vendedor, então, pega uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma puta tatuagem no peito dos Rolling Stones, e diz para o fazendeiro:

– Leva esse aqui, o Alberto, veio do Rio de Janeiro, ele não falha.

O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro.

O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar, pega a segunda, dá a primeira, e quando estava na segunda… cai frito.

O fazendeiro, puto da vida, olha aquilo e diz:

– O que me vendeu este vendedor filho da puta? Este galo só comeu duas galinhas e já capotou?!

Não teve dúvidas, pegou o galo pelo pescoço e levou-o até o vendedor e contou para ele o que aconteceu.

O vendedor se desculpou e puxou outro galo.

Este era preto,de crista amarela, olhos cinzas e tênis da Nike.

E diz para o fazendeiro:

– Esse daqui é o Fernando, o melhor que tenho, mandei vir especialmente de São Paulo. Dá uma olhada no trabalho dele depois me conta.

O fazendeiro volta para a fazenda com o galo e repete a manobra:

O galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça, na terceira ele faz o 69 e quando está bombeando a quarta, cai morto no meio do galinheiro.

O fazendeiro, emputecido, pega o galo pelas patas, se manda para o povoado, entra porta adentro na agropecuária e diz para o vendedor:

– Escuta aqui, filho de uma puta, é o segundo galo que tu me vende e que não presta para nada. É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo nesta merda, sacô cara?

Sem saída e apavorado, o vendedor pega o ultimo galo da loja e dá pro fazendeiro que olha com ar de espanto aquele galim de merda: pelado, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona e uma camisa azul claro com os dizeres: “Tomo chimarrão e daí ?”

– Explica o vendedor: olha, é só o que me resta.

O nome dele é Gaudêncio e veio para cá por engano num barco que vinha do Rio Grande do Sul. Num custa nada o senhor experimentar né?

O fazendeiro, puto da cara, sai com o galo na mão, pensando:

– Mas que caralho vou fazer com este galo gaúcho e fudido?!

Chegando na fazenda, e já desconsolado da vida, solta Gaudêncio no galinheiro.

O galo joga a camisa pro lado e sai enlouquecido comendo as 180 galinhas numa só tacada. Dá uma respirada e come as 180 de novo.

Sai correndo, enraba o pastor alemão e é detido pelo fazendeiro que, horrorizado, pega Gaudêncio, mete-lhe dois sopapos para acalmá-lo e o tranca na gaiola.

– Porra, é um fenômeno este galo!!! Pensa o fazendeiro.

No galinheiro, as galinhas estão enlouquecidas com Gaudêncio:

– Que o Gaudêncio isto…

– Que o Gaudêncio aquilo…

– E com você o que ele fez?…

– E comigo ele fez tal coisa.

Loucura total.

Todas as galinhas querendo ir de muda pra Porto Alegre.

No dia seguinte solta o bicho de novo, e Gaudêncio sai levantando poeira, dá duas voltas no galinheiro faturando tudo que é buraco com penas que encontra no caminho, sai correndo e come o cachorro, o porco e duas vacas.

O fazendeiro corre atrás, pega ele pelo pescoço, dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e joga ele na gaiola.

– Que galo filho da puta! Vai me cobrir a fazenda inteira! – diz o fazendeiro.

No dia seguinte, vai buscar o galo e encontra a jaula toda arrebentada…

– O Gaudêncio FUGIU!!!

Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas de bunda para cima fumando e assobiando, lá fora o porco com o cu pro sol,as duas vacas deitadas no chão falando do Gaudêncio, o cachorro com a bunda arruinada, e pensa:

– Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!!!

Então pega o cavalo e sai procurando o Gaudêncio sem descanso, seguindo a pista deixada por ele (cabras suspirando, bodes passando Hipoglós na bunda, uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provando lingerie, três capivaras mancando, um pônei sentado no gelo, um bambi curando as hemorróidas), até que, de repente, à distância, vê o Gaudêncio caído no chão…

Uma cena desoladora!! Gaudêncio todo esfolado pelo chão. E os abutres voando em círculos, e babando de fome. Quando viu os abutres sobrevoando em círculos, o fazendeiro entendeu a situação:

– Nãããoooooo acredito! Gaudêncioooooo tá morto… Mataram Gaudênciooooo! Tô arruinado! Primeira vez que encontro um galo de verdade…

E no meio daquele lamento todo, Gaudêncio abre um olho, discretamente, olha pro fazendeiro e assinalando para os abutres, dá uma piscadinha e diz:

– Shhhhhhhhhhhist!!!! Te acalma tchê, que eles tão quase descendo…