Chuvinha de nada

O paulistano morre, e chegando ao céu, para cumprir as formalidades, São Pedro pergunta:

– Morreu de que meu filho?

– Por causa da enchente São Pedro!

Nisso, outro cidadão que estava atrás de São Pedro dispara:

– Enchente o caramba, deve ter sido uma chuvinha bem mequetrefe!

– Não! Foi enchente mesmo, a cidade toda ficou embaixo d’água.

– Quêêêê???? Você não sabe o que é chuva de verdade!

– Como não! Perdemos carro, casa… tudo por causa da enchente!

– Deixa de ser frouxo rapaz, até parece boiola… Chuvinha de araque… de meia-tigela!

Aí São Pedro se mete na conversa.

– PÔ NOÉ, DEIXA O CARA CONTAR A HISTÓRIA DELE EM PAZ!

Será que vai chover?

Em um bairro de classe média de Pindamonhangaba, haviam três vizinhas que sempre penduravam as roupas no mesmo varal, nos fundos de suas casas: Sofia, Sotia e Somãe.

Todas as vezes que chovia, Sofia e Sotia tinham que correr para pegar as roupas e, mesmo assim, elas já estavam completamente ensopadas.

– Assim não dá! – resmungou Sofia para Sotia, certa vez

– Como será que a Somãe faz pra saber quando vai chover? Ela nunca põe as roupas pra secar quando chove!

– Eu estou ouvindo tudo! – advertiu Somãe, saindo de sua casa – Vocês querem mesmo saber como faço pra saber quando vai chover? Pois eu vou contar! Eu e meu marido dormimos completamente nús e, assim que eu acordo, olho pro pênis dele. Se estiver pro lado esquerdo, não vai chover! Então eu estendo as roupas tranquilamente. Agora, se o danado estiver pro lado direito, é chuva na certa! Aí eu deixo pra estender as roupas no dia seguinte!

– Tá brincaaaaaando! – exclamou Sofia, de boca aberta – Mas pera um pouco! E se o pinto dele estiver pra cima?

– Ah, vocês acham que eu vou lavar roupa num dia desses?